sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Gestão da Informação no Processo Decisório

Gestão da informação no processo decisório
É claro que a informação sozinha não possui o poder de transformar situação alguma, mas sem ela não tem como o conhecimento vir a existir.
A informação é um fator imprescindível para impulsionar o desenvolvimento da sociedade, constituindo-se em um insumo de fundamental importância de geração de conhecimento que, por sua vez, possibilitará de modo eficiente a satisfação das diversas demandas da população[1].
            Atualmente a irrupção e desenvolvimento das novas tecnologias estão conformando uma série de mudanças estruturais, a nível econômico, social, educativo, político, de relações. Pode-se afirmar que está sendo construído uma nova forma de entender a cultura. Neste contexto, a informação aparece como o elemento chave, aglutinador, estruturador deste tipo de sociedade.
Foi na década de setenta que se começa a falar da "sociedade da informação". Aparece a informação como a panaceia, o slogan "a informação é poder" veio à frente de toda uma série de mudanças que foram configurar novas pautas sociais. Já não se trata de desenvolver bens tangíveis, como se vinham desenvolvendo até agora em uma sociedade industrial. A nova concepção era a de "produzir" bens ligados à educação, a saúde, a informação, ao meio ambiente, à diversão, etc. Tais elementos configuram os grandes elementos que costuma denominar de “sociedade pós-industrial”.
Esta "sociedade da informação" vai se definir em relação a mecanismos como a produção, o tratamento e a distribuição da informação. Vai exigir de um ponto de vista técnico, a infraestrutura necessária para sua utilização em todos os âmbitos da economia e da vida social, fazendo que muitas de nossas ações se construam em torno desta.
Hoje em dia, na sociedade ocidental na qual estamos imersos a informação nos é “vendida” como um elemento acessível, que se pode possuir, que dá poder, que dá conhecimento. A informação se converteu em um culto, em um mito, algo que outorga autoridade, vantagens, superioridade, domínio. Entretanto, muitas vezes se desconsidera que a informação tenha caráter informativo, pelo simples feito de ser possuída, ou de poder ser assimilada por um sujeito. Produziu-se uma mudança no conceito da informação[2].
            A informação com as novas tecnologias se torna quase independente dos sujeitos. As pessoas são despojadas da posse, de ser a fonte e manancial da informação.
Ao mesmo tempo, a informação passou a ser um bem de consumo. Mas não só este produto entra dentro desta categoria mas também os modos de vida das pessoas dos países mais desenvolvidos se transformaram de uma maneira radical.
Assistimos ao nascimento de uma nova sociedade onde a qualidade, a gestão e a velocidade da informação se convertem em fatores chave da competitividade. Os sistemas da informação e comunicação condicionam a economia em todas suas etapas. Por tudo isso a informação, é atualmente elemento essencial da sociedade, parte estrutural de seu desenvolvimento e construção.
Diante das características que a informação tem tomado, não é de estranhar que a informação seja moldada por interesses políticos e sociais. Neste sentido – e considerando o papel que a informação desempenha na construção da sociedade, o que seria a busca por uma informação correta, tem se transformado – não raras vezes – em desinformação.
            É inegável o fato de que vivemos numa sociedade capitalista. No entanto, pouco compreendemos dos resultados que este fato traz para a produção e gestão da informação e, em particular, quanto mais para as relações humanas estabelecidas em seu contexto.
Entretanto, de acordo com Dupas[3],
a forma de organização histórica, econômica e social que divide a sociedade entre proprietários e não proprietários dos meios de produção, constitui na crítica educacional, neomarxista, a dinâmica central em torno da qual são analisados os processos de posse da informação e sua difusão dentro da sociedade.
            Os meios de comunicação, por sua vez, colaboram também para a formação de impressões pouco animadoras sobre o atual modelo socioeconômico, uma vez que, os conflitos sociais parecem estar emergindo em toda a parte. Os cidadãos são constantemente informados sobre as guerras entre as nações e sobre os altos índices da violência urbana. O que está provocando esta tendência nos relacionamentos humanos?
            Estar à margem dos fatos relevantes ao cotidiano talvez seja um dos fatores determinantes dos conflitos que atingem a população mundialmente. Regidos pelas leis do mercado, que excluem alguns segmentos da sociedade como os negros, as mulheres, os portadores de deficiência física e, sobretudo os pobres, os seres humanos sobrevivem na era contemporânea, em condições cada vez mais hostis.
            A qualidade das relações estabelecidas no âmbito das informações parece refletir a estrutura social – como seria de esperar – tornando a educação uma mercadoria a ser comercializada, com seus produtos direcionados à elite e outros, para a população mais pobre (e de qualidade inferior).
            A informação é o resultado de um determinado aspecto desta relação entre sociedade e sua história. Sabe-se que a difusão das informações socialmente construídas, na atualidade, é condição essencial para que se garanta um futuro de melhor qualidade às pessoas, particularmente dentro do mercado de trabalho[4].
            Atualmente, a demanda por informações tem sido um diferencial importante no das empresas.
Afinal, na medida em que o ambiente competitivo fica mais complexo e variado há necessidade de se reunir e harmonizar tecnologias altamente díspares entre si, administrar um processo detalhado de definição de padrões, estabelecer alianças com fornecedores de produtos complementares e ter acesso à mais ampla variedade possível de informações para tomadas de decisão.
Deve-se ter consciência de que a Gestão da Informação é uma jornada constante, e não apenas um projeto que tem começo, meio e fim. Como as variáveis de mercado mudam a todo o momento, também se modificam – e, usualmente, aperfeiçoam-se – as ameaças, vulnerabilidades em novos softwares, hardwares, aplicativos, protocolos de rede etc. Não adianta adquirir uma série de dispositivos de hardware e software sem treinar e conscientizar a empresa como um todo.

A importância dos Sistemas de Informação para as empresas

Em tempos em que as mudanças sociais se dão de maneiras cada vez mais rápidas, as organizações tradicionais, como extensões do meio social, travam uma inusitada batalha com a evolução do ambiente corporativo. O mundo corporativo está inserido no contexto social e, portanto, interage com inúmeras variáveis que compõem um cenário cada vez mais complexo[5].
Fator que contribui sobremaneira para esta diversidade de interações é a dita globalização, que vem promovendo um fenômeno que tende a nos levar à interação total dos agentes no mercado. Como consequência, as empresas locais acabam por sofrer, de maneira direta ou indireta, a interferência não só dos agentes do mercado local ou nacional, mas também de inúmeros players do mercado global. A interação total não é fato, mas sim uma tendência estabelecida, fruto da evolução social e exacerbada pela potencialização do processo de comunicação entre todos os indivíduos do planeta[6].
Caracterizada a complexidade do ambiente corporativo, podemos nos aprofundar mais pelo ambiente interno às organizações e avaliarmos como as empresas podem se proteger, ou melhor, se preparar para um futuro mutável.
            Um grande questionamento se impõe diante do administrador: "Como desenvolver, rentabilizar e perenizar uma organização sob um contexto competitivo, complexo e mutável." Muitos podem dizer que a saída é antecipar-se as mudanças, muito embora saibamos que a premonição não é um sentido comum ao ser humano. Podemos pensar, então, em nos adaptarmos às mudanças, mas já sabemos que a adaptação hoje em dia é pré-condição para meramente sobrevivermos. Se queremos atingir um nível de excelência empresarial, temos que criar nossos próprios diferenciais. Temos que nos adaptar às mudanças de forma mais rápida que os outros agentes, mas, fundamentalmente, primeiro que nossos concorrentes.
            Para fazermos uma análise sobre os meios para tornar a adaptação de uma empresa às mudanças mais rápidas, faremos uma breve incursão às escolas de administração científica, onde os pesquisadores se preocuparam em definir quais eram as funções básicas da administração, ou do administrador. Cada escola ressaltava as áreas que lhe pareciam mais importantes.
Mas, em síntese, independente de qualquer corrente de pensamento, podemos identificar pelo menos três fases dentre as funções do administrador. Uma que antecede à execução da ação, uma que coincide com a execução e outra que sucede a execução. Podemos dar rótulos para essas fases, muito embora estes sejam passíveis de questionamento, mas o mais importante é o entendimento. Assim, chamaremos estas de Planejamento, Direção e Controle[7].
            A execução das três fases sucessivamente configura no que podemos chamar de ciclo administrativo, ou seja, a sistemática realização de ações de planejamento, de direção, de controle e novamente de planejamento e assim por diante.
            Inúmeras empresas realizam planejamento, realizam direção, realizam controle, porém poucas empresas fazem de maneira sistemática e adequada o uso dos resultados apurados pelo controle como subsídios para o novo ciclo de planejamento da organização[8].
            Quanto mais longo for o ciclo administrativo, mais demoradas serão realizadas as correções necessárias nas mais distintas áreas da empresa. Portanto, as empresas que conseguem reduzir seu ciclo administrativo obtêm como resultado uma maior flexibilidade e, além de capacidade, velocidade de adaptação.
            O ciclo administrativo vincula-se ao contexto de mudanças pelo fato de que a administração prevê um processo de planejamento baseado na análise do ambiente corporativo, ou seja, na análise das variáveis internas e externas à organização.
Já o controle realiza a aferição entre os resultados programados, ou esperados, e os resultados efetivamente obtidos. Essa análise de desempenho traz consigo toda uma carga de informações que é fruto da interação das variáveis ao longo da execução das atividades[9].
            Como o planejamento se dá em um momento distinto do tempo daquele em que o controle e o seu feedback para o novo ciclo, a execução acaba realizando-se em condições, ou cenários, diversos daqueles inicialmente previstos. Isto faz com que o previsto seja diferente do realizado, pois se dominássemos o cenário futuro, nosso erro de previsão seria nulo ou muito reduzido.
Assim, quanto menor o tempo entre o início do ciclo e sua retroalimentação, menores serão as surpresas e melhor e de maneira mais rápida se dará a adaptação ao nono contexto.
            A ligação entre o controle e o planejamento é a função primordial da controladoria. O meio através do qual se instrumentaliza este processo é o Sistema de Informações Gerenciais.
O Sistema de Informações de uma organização deve monitorar seus sinais vitais, estruturar um banco de dados capaz de gerar informações relevantes para a orientação e suporte da direção no processo de tomada de decisões.
Uma maneira objetiva e eficaz de organizar um sistema de informações é através da estruturação de um Sistema de Indicadores de Performance, a partir do qual deverá ser possível compreender e interagir com o contexto presente da organização e ainda ser capaz de estimar o cenário futuro, através da determinação de tendências. Sua área de abrangência passa por todas as questões fundamentais de uma organização, como acompanhamento de fatores como qualidade, produtividade, rentabilidade, liquidez, alavancagem, estrutura de capital, entres outros[10].
Um bom modelo de Indicador de Performance deve compreender os seguintes pontos[11]:
▪ Medição: onde é apresentado o dado da(s) última(s) aferição;
▪ Padrão: componente que representa o patamar histórico do indicador;
▪ Referência: dado referencial para comparação com outra organização;
▪ Meta: aponta o desafio proposto pelo planejamento estratégico;
▪ Interpretação: forma de leitura do indicador;
▪ Análise: traz um parecer técnico do controller sobre o desempenho.
Com isso, uma organização pode efetivamente estabelecer a ligação entre controle e planejamento e, na medida em que consegue encurtar seu ciclo administrativo, ganhar flexibilidade.
Uma questão importante surge dentro deste contexto, visto que ressaltamos o aspecto extremamente racional da administração, mas como fica o aspecto intuitivo? Terá ele validade como forma de gestão no mundo corporativo? A resposta é sim, muito embora a questão se dá em termos de proporcionalidade.
Quando se administra uma empresa, estamos administrando Risco (gerência de risco). Onde queremos de maneira ideal obter o maior retorno possível de determinado investimento estando dispostos a correr o menor risco possível.
Toda vez que falamos em Risco, ou risco futuro, estamos tratando de um componente chamado Incerteza. Usando o chavão de que "o futuro é incerto por natureza", vemos que o grande desafio do administrador é reduzir o nível de incerta da organização, mantendo ou maximizando a sua rentabilidade[12].
A maneira que temos de reduzir a incerteza é nos cercando de INFORMAÇÕES que possam nos referenciar toda vez que tratamos de algo que será executado no futuro. Como obtemos isto? Através de um excelente sistema de informações gerenciais.
Quanto mais dominarmos as varáveis que compõe o nosso cenário passado e atual, mais condições teremos de reduzir (dificilmente eliminar) o erro, que se traduz no impacto causado pelas mudanças não previstas.
Assim, o modelo de gestão Intuitivo tem seu lugar preservado, mas deve se resguardar ao nível em que não dispomos de informações técnicas confiáveis para a tomada de decisão[13].
Por fim, podemos concluir que o sucesso de uma organização depende do seu fluxo de informações, considerando a sua agilidade, credibilidade e confiabilidade. Pois, do fluxo de informações depende o grau de flexibilidade da organização; o grau de flexibilidade determina a adaptação às mudanças e esta condição por si deve garantir a empresa o sucesso potencial.





Engenheiro Agrônomo formado pela Universidade Federal Rural da Amazônia, administrador formado pela Universidade da Amazônia, Especialista em Gestão da Informação no Agronegócio (UFJF), Mestre em Economia (UNAMA). E-mail: moaroc@gmail.com

[1] CAMPOS FILHOS, Maurício Prates. "Conceituação de Sistemas de Informação do Ponto de Vista do Gerenciamento", Revista de Informática, Instituto de Informática da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Março / Setembro 2004
[2] CORDENOSI, Jorge Luís. "Planejamento Estratégico de Sistemas de Informação Utilizando a Reengenharia de Processos", Revista de Informática, Instituto de Informática da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Janeiro/Junho 2005
[3] DUPAS, Gilberto. Ética e poder na sociedade da informação. SP: Unesp, 2001.
[4] ALMEIDA, Luís Miguel Alçada Tomás de, Sistemas de informação nas organizações, Coimbra, FEUC, 2006.
[5] LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de informação. LTC: Rio de Janeiro,2009.
[6] OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Sistemas de informação gerenciais: estratégias, táticas, operacionais. 8. ed., São Paulo: Atlas,2002.
[7] OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Sistemas de informação gerenciais: estratégias, táticas, operacionais. 8. ed., São Paulo: Atlas,2002.
[8] BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistema de Informação: o uso consciente da tecnologia para o gerenciamento. São Paulo: Saraiva, 2004.
[9] BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistema de Informação: o uso consciente da tecnologia para o gerenciamento. São Paulo: Saraiva, 2004.
[10] PEREIRA, Maria José Lara de Bretãs; FONSECA, João Gabriel Marques. Faces da Decisão: as mudanças de paradigmas e o poder da decisão. São Paulo: Makron Books, 2007.
[11] OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Sistemas de informação gerenciais: estratégias, táticas, operacionais. 8. ed., São Paulo: Atlas,2002.
[12] LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de informação. LTC: Rio de Janeiro,2009.
[13] PEREIRA, Maria José Lara de Bretãs; FONSECA, João Gabriel Marques. Faces da Decisão: as mudanças de paradigmas e o poder da decisão. São Paulo: Makron Books, 2007.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

O preço da energia elétrica

O preço da energia  elétrica continuou subindo em maio. Por todo o Brasil  a alta de 2,77%, a tarifa acumulou elevação de 58,47% em 12 meses. Algumas cidades, contudo, sofrem ainda mais. Os consumidores de Belém viram as contas de luz saltarem mais de 43,87  no período.
O pior caso é o da capital paranaense, com alta de 85,51% em 12 meses. Nos cinco meses de 2015, o preço da energia subiu 49,81% em Curitiba.  

Em Vitória, a elevação chega a 82,72% em 12 meses e acumula 39,46% no ano. Na capital capixaba, explica o IBGE, o vilão não foi o reajuste no preço da energia, mas o aumento de impostos. Lá, as alíquotas do PIS/COFINS tiveram elevação de 529,25%.

O café brasileiro

A Alemanha é o terceiro exportador de café no mundo. Perdem, por enquanto para o Brasil e para o Vietnã. Eles revendem a maior parte do café produzido no Brasil. Os competentes alemães, nunca plantaram nenhum um pezinho de café, pagam uma média de R$ 400 reais pela saca de 60 Kg do café brasileiro que revendem pelo dobro: R$ 800. Trata-se de café puro, sem industrialização, do jeito que sai da fazenda.

Esse milagre alemão, é conseguido pela alta capacidade logística e seriedade nos negócios. Em média, os alemães importam 18 milhões de sacas de café e reexportam 12 milhões. Das 6 milhões de sacas que sobram, são transformados nas caríssima cápsulas de nexpresso. Um quilograma de capsulas, se fosse vendido, valeria R$ 400 reais. O valor é 70 vezes o preço do café que sai cru daqui. Uma outra goleada que representa 70 a 1 - e não aqueles 7 a 1 para Alemanha que a gente vai chorar eternamente.

Corte de gastos

O anunciado corte de gastos e aumento de impostos para ajustar as contas públicas, em torno de R$ 69,9 bi, deve afetar as empresas que vão cortar investimentos e contratações. No mercado de trabalho haverá aumento na taxa de desemprego e queda na renda média. O comércio sofrerá contração nas vendas e também vai cortar vagas e investimentos. Com menor atividade econômica haverá queda na arrecadação de impostos. A diminuição das atividades econômicas será causa de desequilíbrio entre gastos do governo e arrecadação de impostos.

Imagino ficarmos a beira de uma recessão.

Contas públicas do Brasil

O problema nas contas públicas do Brasil, nunca foi tão grande. Muitos gastos são compulsórios, inerentes ao pacto social decorrente da constituição de 1988.
A Economia, é uma ciência jovem, que para se firmar utiliza modelos matemáticos sofisticados, mas interações sociais não obedecem a leis físicas bem comportadas. Para a economia existe apenas o homo economicus, um ser estritamente racional, que pode maximizar sua felicidade a partir de cálculos perfeitos e estáveis.
A Economia lembra muito a Cama de Procusto, bandido que, na mitologia grega, cortava as pernas de seus hóspedes para fazê-los caber numa pequena cama. Os economistas fazem o mesmo. Cortam as pernas da realidade para que ela caiba nas planilhas de Excel e nos cálculos matemáticos.

Arrumar as contas públicas não é somente um exercício de economia, refere-se a um processo, acima de tudo, político, que não pertence ao platonismo dos economistas.

sábado, 28 de dezembro de 2013

As Informações no contexto histórico da humanidade


As invenções e descobertas feitas pelo homem são caracterizadas pela apreensão em facilitar a sua vida. Quando se refere à produção, a preocupação é no sentido de diminuir os esforços necessários para a produção de bens para seu próprio consumo, objetivando melhorar o desempenho e aumentar a produtividade, sem desprezar a eficiência e qualidade dos produtos.
Em relação à comunicação, registra-se o Alfabeto, como importante invento dos Gregos por volta do ano 700 antes de Cristo, fato fundamental para a construção do conhecimento e, em particular, para a compreensão e discernimento da Filosofia e das Ciências. A escrita provocou incomparável transformação na forma de comunicação dos homens, apoiada pela invenção do papel pelos chineses, e mais tarde impulsionada pela invenção da imprensa.
Desde os tempos primitivos o homem preocupa-se com a ampliação de sua capacidade de trabalho mental (...). Assim, o desenvolvimento da atividade humana exigiu sempre que o homem criasse dispositivos de registro e processamento da informação, como forma de interferir no, adaptar-se ao, e controlar o meio em que vive (YOSSEF, 1995, p.10-11).

Por sua vez, Barreto (1995) acrescenta que o fluxo de informação e sua distribuição ampliada e eqüitativa tem sido um sonho dos homens desde remotas épocas. Desde a escrita o homem vem provocando proezas tecnológicas que geram mudanças em sua visão e relação com o mundo da informação.
As redes de saber podem ser consideradas finita ou infinita, já que cada um de seus pontos de formação pode ser ligado ou religado a qualquer outro, o seu procedimento de conexão é um contínuo processo de correção das conexões. A rede do saber seria sempre ilimitada, pois a sua estrutura é consecutivamente diferente da estrutura que era um momento antes e a cada vez se pode percorrer o caminho de acordo com trilhas diferentes. A distribuição do conhecimento dita, ‘em rede’, é algo observado desde o século XVII passando por antigas instituições e grupos de estudiosos.
Mas na idade média, que consideramos aqui como o período entre o fim do Império Romano e o nascimento da civilização da Grécia e Roma, algo entre os anos 900 e 1300 a informação era privilegio dos eruditos e estava retida pelos muros dos mosteiros cuidada e vigiada pelos monges (BARRETO, 1995, p. 3).

O livre fluxo de informação e sua distribuição eqüitativa tem sido um sonho de diversos homens em diferentes épocas. A rede de saber universal foi uma preocupação observada desde a Academia de Lince, a primeira sociedade Científica da Europa, criada em 1603, na Itália, por Frederico Cesi. Galileu Galileu foi um dos seus mais relevantes membros, nela ingressando em 1611.
A Royal Society, fundada em Londres em 28 de novembro de 1660, foi reconhecida oficialmente em 1662. A Academia de Ciências de Paris foi criada em 1666; a de Berlim é de 1700 (BARRETO, 1995).
A procura pela adequada distribuição do conhecimento produzido pela humanidade vem desde o século XVII passando por antigas instituições e grupos europeus e americanos do norte, como a construção da Enciclopédia de Diderot e D’Alembert, por exemplo. Ainda na Itália tem-se a Accademia del Cimento, em Florença criada em 1651, essa se destacou por semear os primeiros observatórios meteorológicos do mundo por diversos países da Europa, equipados com os instrumentos inventados por Galileu, o cientista dos séculos XVI e XVII.
A criação das academias de Londres (em 1665), de Paris (em 1666) e de Berlim (em 1700) ocorreu quando essas cidades começaram a destacar-se pela criação de conhecimento científico, substituindo lentamente em relevância científica as italianas, que em meados do século XIX começavam a decair.
A meta das primeiras academias era o de possibilitar a qualquer pessoa do povo saber o que era ciência e como eram feitas as descobertas científicas, já que em suas reuniões se praticava geralmente a realização de experimentos para que os leigos as vissem (BARRETO, 1995, p. 4).

As redes de distribuição de saber, começando com as enciclopédias, procuram pela organização do conhecimento, mesmo considerando, que na enciclopédia a codificação do saber se dá em uma língua modelo e com conteúdos em universos particulares de linguagem. De uma representação enciclopédica nunca se extrai uma revelação definitiva do conhecimento ou sua exibição global.
Importante acrescentar que as inovações tecnológicas são fatores de transformação da humanidade, agindo diretamente sobre o destino dos homens. A história mais recente registra a 2ª Revolução Industrial no século XIX, que aliada às fontes geradoras de energia como petróleo, eletricidade, são exemplos de transformações ocorridas, que provocaram grande impacto na vida das populações do mundo, na medida em que permitiu aumentar a velocidade da produção, reduzindo as distâncias em virtude da melhoria dos meios de transporte, e da invenção do telefone, permitindo a comunicação à distância.
O uso da eletricidade contribuiu, entre outras coisas, tais como, a introdução da imprensa rotativa aumentando a velocidade de impressão, além de permitir a automação de outras tarefas feitas manualmente como dobras e encadernação. Contribuiu também para a sistematização do processamento de dados pelo pioneiro Herman Hollerith, através do aperfeiçoamento de máquinas eletromecânicas leitoras de cartão perfurados, usadas para tabular informações, e que passaram a ter grande utilização nas atividades comerciais e bancárias. Mais recentemente, em meados do século XX passou-se a presenciar a extraordinária revolução provocada pela Informática (YOSSEF, 1995).
Barreto (1995) acredita que a área de ciência da informação se renova ao sabor das inovações na tecnologia sendo preferível ocupar-se com a sua historiografia que com sua epistemologia. Dessa maneira, contar a história de como se atuava no passado é didático e essencial para o entendimento da evolução das práticas da área e para a formação dos seus profissionais.
A Tecnologia da Informação (TI) tem importante marco em 1946 quando é desenvolvido o primeiro computador eletrônico (ENIAC[1]), com objetivo de elaborar cálculos de grande complexidade, modesto se for considerada as proporções alcançadas na atualidade.
 Do primeiro computador em meados do século XX até o inicio do século XXI, se observa uma rápida evolução destes equipamentos, e, principalmente, se for considerada a capacidade de integração com os meios de comunicação, permitindo que os dados processados em grande velocidade, pudessem ser transmitidos através das redes de comunicação, fazendo com que qualquer informação seja conhecida em qualquer parte do mundo praticamente no mesmo instante em que é gerada.
O domínio das tecnologias e a utilização delas por grandes corporações impulsionaram a globalização econômica, proporcionando a integração instantânea dos mercados, facilitando a comunicação entre unidades de uma mesma corporação multinacional, aproximando suas unidades produtivas da unidade administrativa independente de suas localizações físicas, aumentando consideravelmente a velocidade das transações comerciais, e consequentemente aumentando lucros, reduzindo custos e emprego de mão-de-obra.
Neste contexto, um dos principais instrumentos é a rede mundial de computadores, a Internet[2], mais claro exemplo de integração de tecnologias de informação e comunicação, reunindo os recursos de transmissão de dados, voz e imagem. Outras tecnologias de informação e comunicação vinham sendo utilizadas, como o rádio, telefone, televisão, além da mídia impressa, que permanecem constituindo importantes meios de comunicação e permitindo que a informação chegue até as pessoas para que as mesmas possam formar sua própria opinião, além de adquirir novos conhecimentos. Portanto, estar à margem do conhecimento e domínio das tecnologias de informação é o mesmo que estar a margem do mundo atual e sofrer as desigualdades social, econômica e política.
De acordo com entendimento de Yossef (1995), se por um lado o domínio das tecnologias de informação contribuem para o desenvolvimento e bem estar das pessoas produzindo riquezas e proporcionando melhor qualidade de vida, do lado das populações mais pobres, que não conseguem atingir as condições mínimas necessárias para utilização destes recursos, seja por falta de conhecimento ou qualquer outro motivo, veem-se mais acentuadas ainda as desigualdades e a falta de oportunidades, fazendo com que os mais pobres fiquem cada vez mais dependentes.
 Entretanto, para aqueles para quem as oportunidades não faltam, assistir televisão, falar ao telefone, movimentar a conta no terminal bancário, verificar multas de trânsito, comprar produtos, trocar mensagens com qualquer lugar do mundo, estudar, pesquisar, são algumas das atividades cotidianas, em todo o planeta, e também no Brasil. Rapidamente, as pessoas se adaptam a essas novidades e passam, normalmente sem um entendimento mais profundo e sem grandes questionamentos, a viver numa nova sociedade, a da Informação (WILHELM, 2002).
A revolução da tecnologia da informação e a reestruturação do capitalismo introduziram uma nova forma de sociedade, a sociedade em rede, que é caracterizada pela globalização das atividades econômicas decisivas do ponto de vista estratégico; por sua forma de organização em redes; pela flexibilidade de instabilidade do emprego e a individualização da mão-de-obra; por uma cultura de virtualidade real construída a partir de um sistema de mídia onipresente, interligado e diversificado e também pela transformação das bases materiais da vida - o tempo e o espaço - mediante a criação de um espaço de fluxos e de uma referência intemporal como expressões das atividades.
Essa nova forma de organização social, dentro de sua globalidade, que penetra em todos os níveis da sociedade, está sendo difundida em todo o mundo, do mesmo modo que o capitalismo industrial. Admirável ou não, trata-se na verdade de um mundo novo (CASTELLS, 1999 p. 17).
De acordo com Wiener (apud KUMAR 1997, p.19), a informação é um requisito para a sobrevivência no meio social. É através dela que se estabelece o intercâmbio entre o homem e o ambiente no qual está inserido. A comunicação e o controle, portanto, na medida em que fazem parte da vida em sociedade, são parte integrante da essência da vida interior do homem.
Para Barreto 91995), o ideal compartilhado seria o de se construir uma sociedade do conhecimento não apenas uma sociedade da informação. É um erro confundir a sociedade da informação com a sociedade do conhecimento. A sociedade da informação é uma utopia de realização tecnológica e a do conhecimento uma esperança de realização do saber.
A Sociedade do conhecimento contribui para que o indivíduo se realize na sua realidade vivencial, essa compreende configurações éticas e culturais e dimensões políticas. A sociedade da informação, por outro lado, está limitada a um avanço de novas técnicas devotadas para guardar, recuperar e transferir a informação.
A sociedade da informação, em nenhum momento pretendeu ser a única responsável pelo conhecimento originado na sociedade. A sociedade da informação, de igual maneira, agrega as redes de informação, que são conformações com vigor dinâmico para uma ação de geração de conhecimento.
Por outro lado, salienta Barreto (1995), a velocidade e modalidade de acesso à informação modificam a sensibilidade e competência cognitiva do ser humano. A convergência da narrativa para uma base digital inseriu imagem e som na estrutura de informação.
O limite da tecnologia se dará consecutivamente, quando a inovação criada pela tecnologia, deixar de trabalhar em benefício do indivíduo e se voltar contra ele para lhe causar problemas. As novas tecnologias de informação de tão intensas produzem medo, porque aumentam, de forma considerável, os poderes do homem. Algumas vezes o transformam em objeto destes poderes. O mundo digital, por exemplo, cria facilidades para as atividades cotidianas, as atividades de pesquisa e de ensino, mas cria, também, monstros que assombram a segurança e a privacidade.
Na atualidade, muito se tem pensado neste novo tempo cibernético sobre a questão referente ao valor da tecnologia da informação quando ponderado contra a possibilidade de uma existência mais simples e com mais felicidade. Qual é o papel da informação em formato eletrônico no grande dilema da existência do ser humano atual. Quanto da informação se orienta para formar uma inteligência coletiva e quanto para uma inteligência de competição e de provocação de consumo em favor do mercado. Questiona-se se essas transformações se associam a felicidade do ser humano na simplicidade dos seus espaços de convivência.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARRETO, Aldo de Albuquerque. Uma quase história da ciência da informação. DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.9 n.2 abr/08.
CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. v.ll. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
KUMAR, krishan. Da sociedade pós-industrial à pós-moderna: novas teorias sobre o mundo contemporâneo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
WILHELM, Anthony. A Internet e a participação política nos Estados Unidos. In EISEMBERG, José; CEPIK, Marco. Internet e política: teoria e prática da democracia eletrônica. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.
YOSSEF, Antonio Nicolau; FERNANDES, Vicente Paz. Informática e Sociedade. São Paulo: Ática, 1995.





[1] Computador e Integrador Numérico Eletrônico
[2]INTERNET - Rede de computadores por meio da qual qualquer comunidade pode se comunicar e trocar informações. O vocábulo inter vem da palavra interligada e o net de network, malha de comunicação que começou a ser definida em 1958 e chamava-se ARPANET. Foi criada por uma instituição militar americana (Pentágono) associada a cientistas, com a finalidade de proteger os EUA da ameaça comunista (WILHELM, 2002).

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Reflective Analysis on Leadership

Reflective Analysis on Leadership


In many years running businesses, there is one thing I have consistently experienced, and that is, leaders need to convince others of the merit of their ideas, and engage them into actions toward that vision, inspiring and motivating. However, along the way, there were many situations that I have struggled to overcome obstacles, which has led me to rethink about leadership as a dynamic process.
For the past 10 years I have been on a journey to learn from leaders who are able to find the best in themselves and in turn inspire, engage, and mobilize others, even in the most demanding circumstances, and in fact leaders that get the best results are those who have the capability to adapt to changing circumstances (Obolensky 2010). Besides, I have perceived the importance of formal learning, by which theoretical support allowed me to develop a critical understanding of leadership in organizational contexts, and more important, it helped me to develop insights that undoubtedly contributed to my growth as a person and as a leader.
This essay presents a reflection on my personal journey and a critical analysis of leadership, based on my work experience for over 10 years in leadership positions combined with my formal education. Here I chronicle the development of my thinking on leadership, discussing the dynamics between formal and informal leadership structures and leadership as a state of mind.
Over the last decade, the flux of organizations and people, with different culture and values, has increased considerably. Globalization has created a world market for skilled professionals. International corporations have been among the first to take advantage of this globalism by restructuring their approach to their workforce and their way of doing business. Hence, in a world where the differences of distance, culture and language are of less and less relevance, leaders have to be more and more contextual, finding meaning in work, converting emotions such as fear or stress into opportunity, leveraging connections and community, acting in the face of risk, and sustaining the energy that is the life force of change. Heifetz (1998) suggests that only contextual leaders are able to make and implement decisions to help individuals and organizations adapt and thrive in complex and competitive environments. Indeed, in this complex living system, leaders must be visionary, creative, inspiring, innovative, and courageous to explore new opportunities (Dubrin, Daglish & Miller 2006). The ability to lead effectively is a rare quality, and it has become more and more difficult to find genuine leaders.
Despite the anti-leadership argument, in which it is defended that leaders does not influence organizational outcomes (Dubrin 2010), I strongly believe that the individual leadership style is an essential fact in organizational performance. Furthermore, when considering the impact of leadership, and how to improve the leadership culture, it is crucial to deliberately analyze all the key factors that may influence outcomes, evidencing the need of ongoing adjustments and synchronizations between every component of the organization’s internal and external environment (Hollenbeck and Hall 2004).
One of the events through my career that have shaped my perspective on leadership was when I worked through the merging of two companies, in which operations were shut down and transferred to the acquiring company, and many people lost their jobs. Contractor and Lorange (1998) argue that interactions between two companies can be complicated especially when there is lack of knowledge of the capabilities of each business.
Working as operations manager at that time, my role was to elaborate a long-term strategy for the growth of key business areas from process and technology perspective. Thus, I started concentrating in identifying problems and developing solution for them. However, unfortunately, I soon realized that my engagement in embracing new ideas was not aligned with the interest of some shareholders and even with some managers. Burnes (2009) suggests that the relationship among stakeholders is crucial to determine and control the strategic direction and performance of any organization.
I confess that I was very enthusiastic to be an operation manager of a big company. In my mind, I was there to bring strategic changes to the business and I could not see any impediment to develop great projects. But truly, this was not the case. The new company was highly bureaucratic and its decision-making processes were extremely slow. Staff did not have access to their managers for direction and many projects were not being completed. Situations that demanded urgent decisions simply failed because there was no clarity as to who had decision-making authority. Additionally, many meetings where called to make the same decision, because often one of the key persons was not present, and the group could not discuss the issue. I gradually perceived that there was no engagement of the top management in the decision-making processes, and also it seemed to me that, despite the organizational belief of collaboration, there were no discussions and no knowledge sharing. Ireland and Miller (2004) state that the decision making process requires constant refinement of knowledge gained from previous experiences. Moreover, formal analysis of techniques, behaviours, personal characteristics and power politics are all important parts of the decision making process (Blake 2008).
While I was brought into the new company to help in the development of innovative operations strategies, I realized that interest in changes was driven solely by the immediate short-term demands of specific clients or executives, not by what could really impact the status quo.  Thus, I decided to write to the President of the company pointing him the problems in the way we were working and it ultimately resulted in a reorganization, in which I became an internal consultant. The President, my grandfather, was a genuine leader; he was passionate about the business and the people involved in its activities. But for him, and I agree, the fact of being relative does not qualify anyone to be a good leader. Of course my grandfather gave me the opportunity to do something bigger, however my passion and attitude undoubtedly were decisive to start my career as a leader. In fact, passion motivates self-expression, providing a deep foundation in values (Bass and Riggio 2006). Naturally I become more and more involved in my family’s business.
According to Dubrin (2010) some personal traits of effective leaders are closely associated with task accomplishment such as passion for the work and the people, emotional intelligence, flexibility and adaptability, internal locus of control, and courage.  My grandfather recognized my leadership qualities when I acted as an adaptive leader, setting strategies on both the customer’s needs and the strengths of the company, attempting to bring all of the different parts and people of the organization together to work towards a common goal (Obolensky 2010).
The beginning of my career was extremely difficult, yet significant in shaping my views of leadership. It was a period of a deep self-searching as I left a middle manager position to be part of the board of directors of the company that my grandfather built. I did not see that as a boom in my career, but a big change of my responsibilities to the future of our family. Indeed, this was a period of deep reflection on my sense of identity, personal integrity and my values; a period when I started understanding that leadership involves formulating an exciting vision to direct an organization, dealing with change, inspiration, motivation and influence (Dubrin (2010).
In fact, there are many definitions for leadership, which is largely about inspiring confidence and supporting people through the achievement of common goals. But one of my favorite comes from Sun Tzu in the Art of War: “The way [of leadership] means inducing the people to have the same aim as the leadership, so that they will share death and share life, without fear of danger” (Tzu, 2005, p.43). For Sun Tzu, leadership is a strategy that stimulates relationships that involve a shared vision and collaborative actions that transcend personal self-interest, where follower and leader are connected and prepared to both enjoying benefits and taking risks.
I interpret this merging as the beginning of my generation in the company, in which leadership was seeing as a strategy, recognizing the importance of relationships to constantly adjust and synchronize every component of the organization’s internal and external environment (Hollenbeck and Hall 2004). Tozer (2012, p.96) argues that leaders need to be good at ‘system thinking’, which is the ability to analyze activities, moving forwards and backwards along the chain of cause and effect, in order to identify and understand systems.
Additionally, my readings about systems thinking and human communications led me to adopt the principle that more flexibility means more power to exercise influence on the system (Senge et al. 1999). The idea reinforced the importance of self-command, suggesting that the person who has the greatest command on their own behaviour and attitudes is able to exercise the most influence with others. Bass and Riggio (2006) supported this notion emphasizing that transformational change occurs when people choose to change themselves, often by choosing behaviour that is self-sacrificing in nature. I decided to learn to be a person I would admire, and develop my personal flexibility and positive attitude.
Unfortunately, when I think about people and the kind of attitude we have towards our own attitudes, I see far too many people having a half-hearted attitude.  I think we all know that we should have a positive attitude, but we do not fully own the responsibility for that.
I remember my first class in the Army when I was eighteen, the commandant asked us to write down the word A-T-T-I-T-U-D-E and note underneath each letter the numerical place in the alphabet that each letter represents. That class made me understand that, as the result, we are hundred percent responsible for the choice of our attitude, positive or negative.
A leader must possess a positive attitude because it is infectious. This is why I prefer to have the unofficial title of CMIHL [Chief Make It Happen Leader] over my official title in my organization. My official title does not really define much about the way I will choose to do what I am supposed to do in the organization.
In fact, every person on a team has an official job title that defines what they are supposed to do in their job; however, a team value for possessing a positive attitude with a corresponding heart conviction will actually help inspire each person on a team to be someone who will serve others with a positive attitude (Anderson 2001).
The decision to change myself liberated me from self-concept that delivered value from titles and power roles (Gardner 2006).  Besides it drove me to explore leadership outside the mainstream hierarchical power structure that could mandate actions through positional authority. Being part of the board of directors of my family’s company, it really opened my mind and made me feel free to exercise my leadership in a variety of ways. Additionally, it made me to see the business as an intermixed system of relationships, a living organism in a complex living system. Burnes (2009) defends that organizations are no longer perceived as a static system, filled with cogs. They are now regarded as self-organising systems in a complex organizational life support system (Bar-Yam 1997), where it has been incorporated the human social dimension of organizational life (Burnes 2009).
For many times I found myself imagining the ebb and flow of people as they move about their work, all the process of activities that enable this living organism to thrive in such complex environment. Senior and Swailes (2010) suggest that organizations are complex dynamic systems where activities do not happen in a linear manner demanding people’s ability to self-organize.  
I realized that we could be more attentive to the signs of turmoil that very often resulted in a disruption of activities, when minor problems exacerbated others that could become major problems. I saw myself discerning critic of our company processes and operations, attempting to identify the systemic pain point proactively, therefore finding solutions to the pain points before they become chaos.
Indeed I perceived that people do not worry about situations that have not reached yet the pain point, and how a proactive approach could reduce the impact to effectiveness and efficiency of business performance through better processes.    This made me understand that the ability to see and overcome limiting beliefs to jump into a self-transcending construction (Allen et al. 2011), is a crucial skill of leaders who have to decide when to act for best advantage, since knowing accurately when to take actions, will lead to best effects (Needham 2008).
Furthermore, as organizations are increasingly confronted with complexity inherent in this new generation of globalised system (De Wit and Meyer 2010), it is evident that the ability of changing themselves, as well as the adaptability to a changing environment may be decisive to attain and maintain business advantages (Duhaime et al. 2012).
My view about leadership were always firmly aligned with the idea that effective leaders are those who convince others of the merit of their ideas, and engage them into actions toward that vision, inspiring and motivating. Thus, based on my belief I often attempt to express my ideas for the future, and frequently perceived that many others could not think that far, and were not able to see the future I was envisioning. I realized that our managers were failing to align individual actions with long-term goals, which should occur at all levels of the organization (Jaques 2006), not only stimulated by senior executives. Moreover considering the complexity of business environment, people need to be more involved in long-term goals. Relating this strategy to time horizon, Jaques (2006, p. 24) states ‘the picture of the future that people vaguely think and talk about, but can actually deal with, forecast and control by doing things on a scale that they can feel comfortable. My leadership studies gave the opportunity to ‘recognize the range of factors that motivate each employee’ (Chreptaviciene and Starkute 2012, p. 164) and use this to achieve competitive advantage.
Every organization at some point will face disequilibrium. A certain amount of disequilibrium helps fuel change in an organization (Plowman et al. 2007), but too much can cause people to fight, flee or freeze. Likewise, too little disequilibrium does not provoke people to ask uncomfortable questions and make difficult decisions. Companies must find the right balances so that disturbance is productive rather than destructive. Depersonalizing conflict is important to maintaining the right level of disequilibrium (Plowman et al. 2007). Disagreements should be focused on the issues, but it is important to understand the viewpoints of interested parties as well. A culture of courageous conversation should be instilled so people feel free to discuss difficult topics (Mone & London 2010). Thus, disequilibrium is an important state in the dynamics of an organization, and only resonant leaders can provide crucial insights to clarify the situation and address emotional issues.
I was one of the leaders called to speak to the employees immediately after the announcement that some operations will shut down and many people will inevitably lose their job. That was a real test to me. After months of talk about the benefits of the merge, more than 45 people were told that they were losing their job of years. Everyone was devastated. I realized that at that very moment my role was to comfort people and give them hope to continue their lives and so I did it. Thus, I gradually perceived that despite the shocking news, they started trying to find solutions instead of crying. That showed me the power of emotional intelligence and therefore contributed to my personal development.
Boyatzis and McKee (2005) suggest that resonant leaders have the ability to manage the feeling and emotions that motivate groups to achieve goals, evoking strong emotions and inspiring people through their positive thoughts and clear vision. Moreover resonant leaders are alike to have a high degree of emotional intelligence, developing their resonance through compassion, hope, mindfulness, and maintaining their resonance through the process of renewal (McKee at al. 2008).
Additionally, this disequilibrium made me immerge into a deep organizational analysis (Plowman et al. 2007), driving me to the conclusion that our company assessing risks and our leaders were not proactively anticipating and influence changes before problems become critical, which is fundamental as organizations operates in complex adaptive systems (De Wit & Meyer 2010).
In fact, leadership is a continuous process that enables knowledge sharing and promotes the maintenance of good intelligence moving through the organization (Dubrin 2010). Hence, I understood that organizational structures exercise strong influence on leadership, as ineffective structures in the systems are not able to promote the development of employees’ capabilities into their work and communication flow (Jaques 2006). Further, leadership should be used to generate more leadership deep in the organization, because organizations are highly interdependent and it may not be the executive team alone that identifies the best way into the future (Jaques 2006).
Another situation that I experienced and really contributed to my thinking about leadership happened when I started working in this company as an operations assistant manager. At that time, studying production engineering, I was very passionate about processes and technology, and so I identified that our company could invest more in a system to better control our operations as well as improve communication between our branches. Everyone saw my suggestions as unrealistic therefore, despite my convincement about the benefits that it could bring to my family’s business, my ideas were not considered. Nowadays, I see my company always engaged in operations improvement, as without updated technology in this complex living system it is impossible to thrive.
This experience reinforced the principle that the process of leadership starts when a person, regardless its formal or informal authority, identify a particular need and choose to take actions even in the face of obstacles (Needham 2008).  In certain circumstances an actor can emerge and take actions that would be interpreted as leadership (Quinn 2004).
I have come to see leadership as a state of mind. Leaders can develop a state of mind that enhances leadership capacities. It starts with me, and a belief in myself. A belief in new possibilities, a belief in my abilities to make changes in the world, and an appreciation that I cannot do it all on my own. My reflections as a leader have helped me grow and learn as a person, making me understand that all we need is motivation, inspiration, and sometimes be a dreaming kid.
When we are kids everything we wish is much easier than it looks like. Building our own fortune, reach the moon, have the dream job, travelling around the world. The funny thing is that, we grow and most of those desires remain with us for a long time. Some of them will continue be only dreams, others may become reality. However, to make it happen we need to answer a simple question: What do we want to be when we grow up? Knowing this answer will not be the end of our search, but the starting point for several others. It is through this question ​​that our future begins to be drawn. It is this question that turns crazy plans into something quite possible.
With me is not different, just like everyone I want the improbable, the surprising, the innovative. I want to do what no one else would be able to accomplish, I want to go so far that nobody can reach me, I want to be the discoverer of a new era, or who knows, the discoverer of a new time. Actually, what I really want is to fulfill my desires, and like in a child's game, win everything seemed improbable; the dream job, the perfect family, and why not? Travelling into the space.
Being a leader I gained experience to grow in humility, mature, having responsibilities. Leadership tests my capacity to innovate, and be ahead of the time in which I live. It has taught me to not regret my luck. It has taught me that I must be a dreaming person, and experience the new, looking at the realization of my desires every day, doing what I like to do, not just what brings me money. As a leader I learned to be loyal to my values, and always do the best in what I am engaged, because I am solely responsible for my destiny.
Finally, as a leader I have learnt that we all can be everything we want to be and when tough times come, I can set back and simply answer that question: what do I want to be when I grow up?




 



 


References




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