quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pará poderia liderar produção de álcool e mandioca

Enviada em 24 de fevereiro de 2009

O Estado do Pará, que já é hoje um dos maiores produtores de farinha do país, poderá também se tornar em futuro próximo o maior produtor nacional de álcool combustível que tem como matéria-prima a mandioca. Isso se essa atividade econômica não vier a sofrer restrições da parte do governo, sempre muito lépido quando se trata de criar dificuldades para o desenvolvimento do agronegócio na Amazônia, como já fez emrelação à cana-de-açúcar.
De qualquer forma, o Pará mais uma vez está saindo atrás. A dianteira, desta feita, está com o Tocantins, Estado de pouca ou nenhuma expressão no ranking nacional dos produtores de mandioca. Graças a uma parceria entre a Universidade Federal do Tocantins e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), já foi iniciada a implantação, em Porto Nacional, de um projeto modelo para a produção de biocombustível extraído da mandioca.
A usina funcionará como instrumento de capacitação e de validação de um modelo de negócio para a agricultura familiar naquele Estado e terá capacidade para processar 40 toneladas de mandioca por dia. A produção prevista é de sete mil litros diários e de dois milhões de litros de álcool por ano. O projeto já prevê a expansão da unidade industrial de processamento, com a consequente ampliação das áreas de cultivo.
Atualmente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Tocantins produz por ano 349.648 toneladas de mandioca, ocupando o 20º lugar no ranking nacional.
De acordo com os mesmos dados do IBGE, da produção nacional de 26.541.200 toneladas de mandioca, o Pará é o maior produtor brasileiro com 5.216.995 toneladas. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) atribui ao Brasil uma produção um pouco maior, de 27.312.946 toneladas, em números relativos a 2007. De acordo com o engenheiro agrônomo Moacir da Cruz Rocha, especialista em gestão da informação do agronegócio, com o emprego de moderna tecnologia é possível produzir hoje 85 litros de álcool com uma tonelada de cana. Já uma tonelada de mandioca, com rendimento de 33% de amido e 2% de açúcares, produz 211 litros de álcool combustível, rendimento quase duas vezes e meia superior ao da cana. Além disso – destaca Moacir Rocha –, já existem variedades de mandioca com 36% de amido, o que proporciona produtividade maior – 230 litros de álcool combustível por tonelada.
Ele chama ainda a atenção para o fato de que, ao contrário da cana-de-açúcar, uma gramínea forrageira que só produz em ciclos de seis meses, a mandioca pode ser produzida o ano inteiro. “Outra vantagem da raiz sobre a cana-de-açúcar é a grande diversidade genética da planta, que foi gerada e domesticada no Brasil e que tem como ‘berço’ a Amazônia”, enfatiza.
O especialista aponta para a necessidade de se buscar uma estratégia política adequada para equilibrar e otimizar o potencial produtivo do Pará. Para Moacir Rocha, é preciso que se busque envolver mais a tecnologia brasileira a essa atividade e torná-la mais integrada às necessidades dos Estados, tanto quanto às prioridades econômicas do país. “Também há que se buscar o apoio das instituições de pesquisa, sem as quais não se pode gerar desenvolvimento sustentado”, assinala.
O Brasil é 2° maior produtor de mandioca
Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, a produção mundial de mandioca em 2007 alcançou o volume de 228.138.068 toneladas, destacando- se a Nigéria como o maior produtor do planeta, com 45.750.000 toneladas.
O Brasil, com 27.312.946 toneladas, de acordo com os dados FAO (ou 26,5 milhões de toneladas, segundo os números do IBGE), ocupa o 2° lugar do ranking. Apesar de ser cultivada em todo o país, a mandioca concentra-se em três Estados, onde estão 50% da produção brasileira: o Pará, que responde por mais de um quinto (20,3%) de toda a produção brasileira, Bahia (16,5%) e Paraná (14,4%). Fica também no Pará o município maior produtor de mandioca do Brasil – Acará, cuja produção média corresponde a cerca 2,5% da produção nacional.
Da produção mundial, de acordo com números da FAO, mais da metade, 117,8 milhões de toneladas, (51,6% do total de 228,1 milhões de toneladas), é produzida no continente africano, vindo em segundo lugar o continente asiático, com 71,8 milhões. O continente americano é o 3° produtor mundial,com 38,2 milhões de toneladas, dos quais a quase totalidade concentrada na América do Sul e, nesta, a maior parte (27,3 milhões) no Brasil. Além de Nigéria (45,7 milhões de toneladas) e Brasil (27,3 milhões), são grandes produtores de mandioca a Tailândia (26,4 milhões), Indonésia (19,6 milhões), Congo (15 milhões), Gana (9,6 milhões), Vietnam (8,9 milhões), Angola (8,8 milhões), Índia (7,6 milhões), Moçambique (7,3 milhões), Tanzânia (6,6 milhões), Paraguai (5,1 milhões), Uganda (4,4 milhões) e China, com 4,3 milhões de toneladas/ano.
Em relação à China, aliás, há um detalhe curioso, que serve também para realçar o potencial produtivo do Pará, conforme faz questão de frisar Moacir Rocha. Embora tenham uma produção significativamente menor que a do Pará, os chineses já dispõem, espalhados por seu vasto território, de numerosos projetos de miniusinas de etanol extraído da mandioca.
Isso se explica, em parte, pelo fato de que o governo chinês não permite a produção de etanol a partir de grãos, como forma de proteger a produção de alimentos, prioridade absoluta naquele país. Pela mesma razão é que a China não expande a sua produção de mandioca para produção de etanol, já que haveria o risco de comprometer as terras destinadas ao cultivo de grãos e apropriadas pelo governo como garantia da segurança alimentar para a gigantesca população chinesa.
Fonte: Diário do Pará

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Zonas de conforto que destroem empresas

Confira quais as 11 zonas de conforto que podem impactar negativamente nos negócios.
Em primeiro lugar, sabemos que as empresas são constituídas por pessoas. Em segundo, ninguém poderá negar que toda organização também desenvolve seus diálogos internos através das crenças e valores que constroem sua cultura e, consequentemente, sua auto imagem refletida na forma como os agentes internos e externos a veem. Por sua vez, a auto imagem cria zonas de conforto que fortalecem um conjunto de comportamentos (atitudes, práticas, políticas etc.) organizacionais que re-alimentam e consolidam as crenças e valores.
Seja como for, não entraremos no mérito de cada uma dessas questões, apenas trataremos daquilo que podemos chamar de: zonas de conforto de muitas organizações e, assim como acontece com os seres humanos, identificar e comentar algumas delas.
Podemos dizer que as zonas de conforto dentro de uma empresa são representadas por todas as circunstâncias que conduzem a manter tudo como está, sob a alegação de que não é possível (ou não interessa) mudar pelas mais variadas razões.
Veja 11 possíveis zonas de conforto, a seguir.
Zona de conforto 1: A ética é praticada... Somente e quando interessa.
Geralmente o discurso interno é no sentido de incentivo às práticas éticas e todos os gestores fazem questão de alardear tal conduta junto aos seus funcionários, porém são comuns:
- Negociações realizadas com compradores (de clientes) de caráter e conduta duvidosa e mediante o pagamento de comissão para obter alguma vantagem.
- Prática de preços abusivos para determinados clientes que não se interessam em pesquisar o mercado ou porque confiam no vendedor.
- Pagamento de propina para obtenção de “facilidades” ou outros interesses da empresa.

Zona de conforto 2: Tratamentos diferenciados com funcionários.
Sob a alegação de que os encargos sociais são muito elevados, a cada dia é maior o número de situações criadas com funcionários, tais como:
- Trabalhadores sem registro.
- Somente parte do salário é registrado e o restante é pago “por fora”.
- Contratação de funcionário condicionada a constituição de empresa (pessoa jurídica).
- Departamentos que operam com funcionários próprios e terceirizados.
- Privilégios concedidos somente para determinados funcionários ou funções.

Zona de conforto 3: Sem a informalidade não sobrevivo!
As principais alegações são que “a carga tributária é muito alta” e/ou que “o cliente só compra sem a competente documentação fiscal ou somente parte do valor documentado”. Essa é uma prática muito comum em vários segmentos de negócios.

Zona de conforto 4: Em nosso mercado o cliente só compra “preço”!
Quantas vezes você já escutou alguém dizer: “no meu mercado, os clientes estão preocupados com preço e não exigem qualidade. Assim, o nível e controle que temos em nossa fábrica está bem adequado. Além disso, nossos problemas com qualidade são muito pequenos! Esta é uma área que não precisamos nos preocupar!”

Zona de conforto 5: Responsabilidade social demagógica
Muito embora várias organizações pelo mundo afora apresentem todas as características de empresas socialmente responsáveis há décadas, a verdade é que os temas “ética e responsabilidade social” ganharam corpo e importância nos anos noventa. A partir da crescente pressão exercida pela sociedade, pelos meios de comunicação, pelas ONG´s e pela Igreja (principalmente a Católica). Com isso, tornou-se cada vez mais crescente o número de empresas que sentiram a necessidade de passar uma imagem corporativa positiva e socialmente responsável.
Assim, nos dias de hoje, independentemente da concepção do negócio, do produto ou serviço oferecido e da qualidade das relações mantidas, a propaganda tornou-se o meio mais fácil de construir e oferecer ao mercado uma imagem saudável e positiva.

Zona de conforto 6: Nossos níveis de desperdício são muito baixos!
Mesmo não mantendo quaisquer controles mais eficientes nos processos, muitos gestores estão convictos de que os níveis internos de desperdícios são adequados.

Zona de conforto 7: Nossos produtos não precisam de atualização e sempre serão desejados pelo mercado!
Muitas empresas que tiveram a competência de desenvolver produtos que estão presentes no mercado há muitos anos geralmente acreditam (ou parecem acreditar) que os mesmos são “eternos”.

Zona de conforto 8: Base de fornecedores - tradicionais - de matérias primas.
Empresas e negócios existentes há muitos anos geralmente possuem uma base de fornecedores tradicionais de matérias primas, onde as relações estão consolidadas e as práticas são inteiramente conhecidas.

Zona de conforto 9: Tratamento especial somente para os melhores clientes.
Quantas são as empresas que constroem e/ou prosperam seus negócios numa base limitada de clientes e para eles dispensam tratamentos diferenciados e especiais.

Zona de conforto 10: Sabemos o que o nosso cliente quer!
Quantas empresas acreditam que conhecem as necessidades dos clientes em razão da presença no mercado há muitos anos.

Zona de conforto 11: Aqui as coisas sempre foram assim e é por isso que continuamos no mercado!
Diante de qualquer questionamento do por quê não se muda determinada rotina ou procedimento interno, é mais comum do que se imagina ouvir como resposta algo parecido com a expressão acima.
É bem verdade que as zonas de conforto citadas não estão presentes em todas as empresas, bem como também é verdadeiro afirmar que existem inúmeras outras não mencionadas.
Ao destacar somente essas onze, queremos chamar a atenção do prezado leitor para o fato que todas as empresas, independentemente do porte, do mercado de atuação, de sua cultura, de seus valores e de sua condição econômica e financeira apresentam zonas de conforto que foram criadas ao longo do tempo.
Se elas existem (e acredite, na sua empresa também existe!), é preciso insurgir-se contra elas ou ao menos tentar identificá-las e avaliar, com firmeza e consistência, até que ponto podem estar beneficiando ou influenciando no presente e como poderão ajudar ou prejudicar e comprometer o futuro da organização.

Por Carlos Alberto Zaffani (administrador de empresas e contador com cursos de especialização no Brasil e no exterior (J. L. Kellogg - Graduate School of Management - U.S.A e Instituto Centro Americano de Administración - INCAE - Costa Rica), com ênfase em gestão de empresas e finanças.Foi Auditor / Consultor da Price Waterhouse, Executivo da Moore Brasil e Timken do Brasil e é Sócio-Diretor da ZAFFANI Assessoria Empresarial S/C Ltda.)
HSM Online 05/10/2009

sábado, 3 de outubro de 2009

A Lenda da Logística


Conta a lenda que, quando Deus liberou o conhecimento sobre LOGÍSTICA, determinou que aquele "saber" ficaria restrito a um grupo muito selecionado de sábios. Mas, neste pequeno grupo, alguém traiu as determinações divinas...
Aí aconteceu o pior !!!!!!!!!!!!
Deus, bravo com a traição, resolveu fazer valer alguns mandamentos:
1º - Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.
2º - Não verás teus filhos crescerem.
3º - Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.
4º - Terás gastrite, se tiveres sorte. Se for como os demais terás úlcera.
5º - A pressa será teu único amigo e as tuas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o china in box.
6º - Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.
7º - Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho;
8º - Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás muito.
9º - Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.
10º - As pessoas serão divididas em 2 tipos: as que entendem de LOGISTICA e as que não entendem. E verás graça nisso.
11º - A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te fará mais efeito.
12º - Happy Hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contato com outras pessoas loucas como você.
13º - Terás sonhos, com PARADA DE LINHA, DEVOLUÇÃO DE ENTREGAS, e não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono.
14º - Exibirás olheiras como troféu de guerra.
15º - E, inexplicavelmente gostarás de tudo isso...
O principal papel da logística é o de satisfazer as mais diversas exigências do cliente. Os serviços que a logística fornece aos clientes estão além da qualidade e do preço dos produtos que serão fornecidos e influem diretamente na avaliação do fornecedor. O agronegócio deve privilegiar a logística devido a sua importância no cenário econômico atual, para incrementar o comércio regional e internacional cuja meta é providenciar produtos ou serviços corretos, no lugar certo, no tempo exato e na condição desejada ao menor custo possível. Os melhores resultados são obtidos por meio de uma administração adequada das atividades chaves da logística – transporte, manutenção de estoques, processamento de pedidos e várias atividades de apoio adicionais.

Agrologistica

Pela definição do Council of Logistics Management, "Logística é a parte do Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semi-acabados e produtos acabados, bem como as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes“
Quando a logistica se refere as atividades agropecuárias, passamos a chama-la de agrologística.